Notação no início da pauta que indica quantos tempos há em cada compasso e qual o valor da nota que vale um tempo.
O compasso (no sentido da fórmula de compasso ou indicação métrica) é o par de números (ou símbolos) colocado no início de uma partitura—and por vezes após uma barra dupla—que indica como os tempos se agrupam em compassos. Não indica a velocidade; isso cabe às indicações de tempo. A fórmula de compasso define a grelha rítmica: quantos tempos contém cada compasso e qual o valor de nota que representa um tempo.
O número superior indica quantas unidades de tempo cabem num compasso. O inferior indica que valor equivale a um tempo—por exemplo, 4 é uma semínima, 8 uma colcheia. Em 4/4, há quatro tempos de semínima por compasso; em 3/4, três. Compreender este símbolo é o primeiro passo para contar com estabilidade, ler bem as barras de compasso e sentir tempos fortes e fracos em qualquer estilo.
As fórmulas de compasso escrevem-se como duas cifras sobrepostas no início da primeira pauta, logo após a clave (e a armadura, se existir). A mesma informação pode repetir-se após mudança de tonalidade ou onde o metro muda. Algumas edições usam o símbolo C (tempo comum) para 4/4 e a alla breve (um C riscado) para 2/2, com dois tempos de mínima por compasso.
Nos compassos simples como 2/4, 3/4 e 4/4, o tempo divide-se naturalmente em duas partes iguais (colcheias). Nos compassos compostos como 6/8, 9/8 e 12/8, o pulso sente-se em unidades maiores—muitas vezes dois ou quatro tempos por compasso, cada um agrupando três colcheias (um impulso de semínima pontuada em 6/8). A notação mostra ainda 6 ou 9 em cima, mas os músicos contam normalmente em 2 ou 3 pulsos principais, não em seis colcheias soltas.
A fórmula de compasso descreve notação e agrupamento, não a sensação. O metro é o padrão mais amplo de acentos fortes e fracos que se percebe; a fórmula é como os compositores o anotam. Duas peças em 4/4 podem soar muito diferentes—uma impulsiva e regular, outra sincopada—porque o acento e o ritmo dentro do compasso variam embora o comprimento do compasso seja o mesmo.
As fórmulas de compasso organizam desde canções populares até sinfonias. Valses e muitas danças usam 3/4; marchas muitas vezes 2/4 ou alla breve; baladas e pop frequentemente 4/4. Partituras de jazz podem mudar de compasso na ponte; música contemporânea e de cinema por vezes altera o metro de poucos em poucos compassos para criar tensão ou surpresa.
As barras de compasso marcam o fim de cada compasso segundo a fórmula. Notas de anácruse aparecem antes do primeiro compasso completo; o compasso final pode encurtar-se para o total de tempos fechar. Os maestros escolhem padrões de batuta em parte pelo compasso: três tempos em 3/4, quatro em 4/4, dois pulsos principais em 6/8. Músicos de conjunto confiam no mesmo agrupamento para se manterem juntos sem antecipar ou atrasar em relação à barra.
Perante uma peça nova, diz a fórmula em voz alta e marca a unidade de tempo: «quatro semínimas por compasso» ou «seis colcheias escritas, sente duas semínimas pontuadas.» Conta a primeira linha enfatizando o tempo 1 de cada compasso até o agrupamento ser automático. Se o 6/8 parecer apressado, talvez contes seis pulsos fracos em vez de dois fortes—tenta dirigir em 2.
Atenta a mudanças a meio da obra: uma nova fórmula implica reiniciar o pulso interno, não só ler outros valores. Em conjunto, combinai se a síncope cruza a barra de compasso ou fica dentro de um compasso. Com tempo e fraseado, um sentido claro do compasso transforma notas soltas em frases rítmicas coerentes.